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Dr. Marcos Tadeu Garcia discute o tema Trabalho de Parto na Roda de Conversa On-line – 08 07 20.

Introdução:

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define como nascimento normal aquele com início espontâneo do trabalho de parto. Bem como em pacientes com risco habitual e que permanecem assim durante todo o pré-parto e o parto. O feto nasce espontaneamente na apresentação cefálica fletida entre 37 e 42 semanas de gestação. Portanto após o parto, mãe e o recém-nascido encontram-se em boas condições.

Primeiro estágio:

Admissão:

Não é possível definir com exatidão o início do trabalho de parto. Bem como o final do primeiro estágio, visto que os exames são feitos de forma intermitente e é muito ampla a variação de sensibilidade entre as parturientes. O diagnóstico de trabalho de parto  tem como critérios clássicos as contrações uterinas dolorosas e regulares em tempo (a cada 5 minutos ou menos), em intensidade (fortes) e em duração (50 a 60 segundos). Bem como o colo uterino com apagamento superior a 50%, centralizando e com 3 a 4 cm de dilatação.  O primeiro estágio divide-se em uma fase latente, com a mudança gradual e lenta do colo, e de uma fase ativa, com uma dilatação mais avançada, geralmente com 5 cm (ou mais se nulípara). Assim a fase ativa do trabalho de parto é o melhor momento para internação.

Não existe consenso sobre a internação na fase latente. Estudos sugerem que as internações precoces estariam associadas a um risco maior de anestesia epidural, bem como uso de ocitocina e cesarianas. Os estudos não avaliaram corretamente a segurança e a eficácia da internação tardia. Todavia parece razoável que pacientes de risco habitual, com membranas íntegras, frequência cardíaca fetal normal, dilatação cervical <4 cm, sem alteração cervical ou contrações no final de duas horas de observação possam ser liberadas para casa.

Segundo estágio:

Duração:

Não há um limite superior para a duração do segundo estágio do trabalho de parto. Sobretudo se a frequência cardíaca fetal estiver normal e algum grau de progresso seja observado. Não se deve considerar período expulsivo como prolongado antes de três horas em nulíparas e duas horas em multíparas (ou quatro e três horas, respectivamente, se estiver em analgesia de parto).